Chiang Mai: o regresso ao Norte da Tailândia.

Passados 2 anos, voltei a Chiang Mai.

Após 4 dias de Bangkok, esperava-me uma viagem no comboio nocturno para Chiang Mai. Saída às 22h com chegada às 12h, 14 horas de viagem ininterrupta portanto, com um bilhete comprado online por cerca de 800 bahts (mais ou menos €20). Pode parecer um pesadelo à primeira vista, mas acaba por ser na realidade a melhor forma de viajar por estes lados. Viajar de noite permite poupar o dinheiro de uma noite de hotel algures assim como aproveitar melhor os dias, e no Sudeste Asiático não faltam oportunidades de fazer viagens nocturnas, quer de comboio, quer de autocarro.

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Os assentos do comboio transformam-se rapidamente em camas (em beliches, na realidade) e até se dorme bastante bem, fazendo com que as 14 horas passem num instante. Apenas um conselho: escolham sempre a “lower berth” (cama de baixo) já que as camas de cima, para além de terem menos espaço, apanham mais luz durante a noite (as luzes ficam acesas a noite toda) e estão mais próximas das saídas de ar condicionado que está programado para temperaturas árticas! Tive de recorrer a uma echarpe, uma toalha e o meu sarong para complementar a manta fornecida pelo hotel para não bater o dente a noite toda. Ir à casa de banho neste comboio é uma experiência em si: a sanita é basicamente um buraco no chão onde nos temos de agachar e através do qual se conseguem ver os carris a passar a uma velocidade razoável.

Quase a chegar a Chiang Mai, um dos funcionários do comboio “força” os passageiros a saírem das camas para poder devolver as camas ao seu estado original de assentos e de repente toda a carruagem deixa de parecer um hotel ambulante e passa a parecer um comboio. À hora prevista chego à estação de Chiang Mai.

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Em 2014 vi as principais atracções: Doi Suthep (o principal templo budista em Chiang Mai), assisti a um combate de Muay Thai, fiz rafting num rio (aproveito para vos deixar já aqui o conselho de não o fazerem em plena época seca, a não ser que queiram bater uma soneca na jangada…), fui a uma quinta de borboletas, outra de orquídeas, fiz uma massagem tailandesa… Enfim, fui uma verdadeira turista. Mas com este regresso cheguei à conclusão de que há 2 anos atrás não conheci a verdadeira Chiang Mai. Estou aqui desde o passado dia 6 de Março e agora sim, posso dizer que consegui finalmente sentir o verdadeiro ambiente descontraído e despreocupado de que tanto ouvia falar. O facto de Chiang Mai ter estado relativamente isolada até 1920, só sendo possível aqui chegar através de uma longa viagem de barco pelo rio ou de elefante, (a viagem de comboio parece bem melhor agora, não parece?) fez com que nos dias de hoje ainda mantenha um ambiente autêntico e o charme que a distingue. E foi isto que encontrei ao passar aqui estes dias todos.

Os passeios pela Old Town com visitas ao seu mercado, as idas regulares a restaurantes locais que se tornam parte da rotina, o frequentar de cafés quer na zona antiga quer na zona mais trendy da cidade (Nimman), as tardes passadas no parque da cidade (Nong Buak Hard Public Park) deitada numa esteira de palha alugada por 10 Bahts numa das suas barraquinhas e o petiscar nas várias bancas de comida de rua por toda a cidade fizeram-me sentir mais parte desta cidade e puseram-me ideias na cabeça de como seria ficar aqui a viver e trabalhar durante algum tempo, à semelhança dos muitos nómadas digitais que por aqui se deixam ficar durante longas temporadas. Mas isto também não é raro… Quem me conhece sabe que cada vez que visito uma cidade de que gosto muito, acabo sempre com ideias de me mudar para lá. Bangkok já esteve nos planos, em tempos! 😉

Até já!

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